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Edifício

23 de maio de 2011
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Nem sempre somos capazes de olhar para cima sem nos sentirmos pequenos. Mas não podemos parar de crescer.

A Baia

18 de outubro de 2010
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Foi há mais ou menos um mês. Tudo me parecia normal, cheguei, dei um bom dia educado aos meus colegas de trabalho, sentei na minha cadeira barata que parece ter sido projetada para destruir minha postura ao longo de anos e anos de uso, liguei meu computador, esperei a tela azul aparecer pedindo meu login, coloquei meu nome corporativo, a senha, esperei o que pareceu horas e fui abrir meu e-mail. Foi quando percebi que não conseguia mexer no meu mouse. Não havia espaço. À época me pareceu coisa pequena, afinal, de quanto espaço realmente precisa-se para mexer um mouse? 15 cm²? Na verdade eu não saberia dizer, sempre fui péssima em matemática. Daria um jeito, empurrei o monitor pra lá, o teclado pra cá, mas a verdade é que não entendia porque, de repente, num dia qualquer, não havia mais espaço para meu mouse. Observei a disposição das coisas na minha mesa, pois havia de ter sido a faxineira, lógico, devia ter finalmente pensando em passar um pano na minha mesa e desarrumado as coisas, mas não, tudo estava conforme eu sempre deixava – o que me pareceu mais lógico, já que nunca haviam passado um pano na minha mesa, digo, até tiravam o pó, mas limpar realmente, nunca. E tudo estava no lugar, minha pasta com o controle do cartão de crédito corporativo, meu files, meu bloco com papel de rascunho, meus dois porta-canetas, meu porta-clips, minhas fotos, meu mural com informações importantes, havia até colocado minha bolsa encostada no canto, junto às faturas a serem entregues no departamento financeiro. Pensei em comentar a situação com minha vizinha de baia, quando percebi que já não enxergava mais seus olhos, a altura da divisória devia ter aumentado um pouco também, pois bem, o telefone tocou e acabei não pensando mais nisso.

Até que algumas horas mais tarde, alguém que não me lembro pediu um file emprestado, eu emprestei, lógico, mas na hora que me devolveu, eu não consegui colocá-lo no lugar onde ele estava. Estranho. Tentei de todas maneiras socá-lo, espremê-lo e nada, parecia até que o lugar ficava menor a cada tentativa, me virei para reclamar com a menina do administrativo, mas acabei batendo minha cadeira na baia de trás que, por sorte estava vazia, olhei de novo para meu lugar, realmente não havia como negar, qualquer pessoa podia perceber que ela havia encolhido de tamanho, e as divisórias pareciam ter subido, era visível, procurei a supervisora mas ela não estava na sua mesa, o telefone tocou novamente. Mundo corporativo bom dia, olá cliente, tudo bem, sim, pois é, estou com seu e-mail aqui na tela, te enviarei em minuto, menos que isso, claro, entendo sua pressa, de maneira alguma, já estou te enviando, pode deixar, vou anexar a outra planilha também e uma apresentação em ppt, não, não He o menor problema, estou aqui para fazer o que for preciso, eu que agradeço, obrigada, beijos.

Desliguei o telefone, mulher chata do cacete, tinha uma voz de criança estridente, não conseguia deixar de sentir ondas de enjôo toda vez que falava com ela. Minha mão estava suada, estava abafado ali, estava sentindo até um pouco de tontura, quis levantar para ligar o ar condicionado, mas não consegui. Minhas pernas estavam presas no emaranhado de fios embaixo da minha mesa, que interligavam monitor, teclado, mouse e telefone, todos empilhados em cima da bancada que agora media ao todo uns 30 centímetros.  Tentei levantar os braços, mas eles estavam presos entre as duas divisórias da baia, que deviam medir agora uns 2 metros de altura. A luz fria da luminária me cegou quando olhei pra cima procurando por ajuda. Eu podia sentir o suor escorrendo pela minha testa, minhas mãos inchadas pela falta de circulação, meus pés sendo esmagados pela cpu do computador,  a bancada fazendo pressão no meu abdômen, meu deus, era isso, havia de morrer sufocada ali, meus olhos começaram a lacrimejar e minha boca estava seca, eu queria gritar, e gritei o mais alto que pude, mas ninguém parecia ouvir, ninguém conseguiria ouvir com aquelas paredes ao meu redor, e tudo ficou preto ao meu redor.

Me vi em pé no meio do escritório. Ainda estava suada.  Ainda gritava, quando percebi que todos olhavam para mim. Tentei lembrar o que havia acontecido, olhei pra minha baia, estava tudo normal, nada diferente. Peguei minha bolsa e corri, desci todos os andares de escada, não importava, havia de viver longe dalí, nem que fosse pra vender coco na praia.

Sobre Guilherme

16 de setembro de 2010
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Amar, todo mundo ama. Vamos lá, não é difícil. Eu amo minha mãe, meu pai, meu irmão, meus cachorros. Amo chocolate de gianduia. Amo sentar naquelas cadeiras de madeira em qualquer calçada esburacada de São Paulo, me reunir com meus amigos e dar risadas, contar receios em meio a copos americanos cheios de cerveja gelada. Amo teatro. Amo cinema. Amo musica. Não, não é difícil.

Já vou avisando que não amo Guilherme. E como poderia? Foi por ele que desci ao um nível de humildade no qual nunca havia chegado. Sou quase Chico Xavier, sério.  E eu sou orgulhosa,  muito orgulhosa, orgulhosa pra cacete! Eu insisti em mandar mensagem mesmo quando ele não me atendia. E quando ia pra casa dele, levava cerveja gelada. E o admirava! E eu me via ao lado dele (a não ser quando ele falava “pra nóis”, o que me dava calafrios no pâncreas).

(e quando ele dizia que miojo era a comida ideal)

(e quando ele não entendia o filme que estávamos assistindo)

(e quando ele me mostrou o novo chinelo dele: um Raider)

(e quando ele foi me encontrar com uma camiseta suja de sopa)

Enfim…

Guilherme não sabe, e nunca saberá, mas ele foi o primeiro homem e me ensinar a coisa mais importante sobre relacionamentos: que aprender a amar é fácil, o difícil é aprender a sofrer.

Menestréis

29 de julho de 2010
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Nossa, e como faz tempo! Tava com uma saudade imensa de escrever! E ando com a cabeça borbulhante de idéias…me deem tempo!
Começo com uma cena que escrevi com a ajuda de meu amigo Elias para encenar na oficina dos menestréis, aonde faço curso de teatro:

Casal de atores. Boca de cena, em lados opostos. Focos de luz diretos sobre eles.

Ele: Amor?
Ela: Amor!
Ele: Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? Esse amor que, suave, dá forma, com alívio transforma. É o meu destino: amar sem conta, sofrer sem conta…
Ela: …A coisa mais importante que aprendemos na vida é amar e ser amado. E isso já me basta, já me eterniza!
Ele: Sinto hesitação.
Ela: Impressão. É teu cuidado que por mim é grande.
Ele: Que isso que te consome o peito?
Ela: Coisa pequena. Te dou a ignorância como benção.
Ele: Que isso que te consome o ventre?
Ela: Meu pesar é não poder mais deixar uma semente do nosso amor no mundo!
Ele: Que isso que te consome a mente?
Ela: Já não tenho mais razão, só dor. Não sei se você estava lá…
Ele: Eu estava…
Ela: …ouviu o médico sussurrar…
Ele: …câncer.
Ela: Ainda consigo ver o céu da janela, nos momentos de consciência. Ainda enxergo tua expressão preocupada, teus olhos inchados, tua pele pálida…
Ele: Teu pedido me atormenta…
Ela: Queria eu ter forças pra acabar com tudo isso. Mas não a tenho. E por mais que me doa te dar essa tarefa, saiba que não te abandono de maneira alguma. É que, em meio das lutas da cidade, não ouve o clarim da eternidade, que soa na amplidão. Sou meia pessoa que já não agüenta mais sofrer.
Ele: Sofro contigo! Sofro por você! Abre teu corpo que eu tomo tua doença como minha. Como pode alguém amar e, por isso, matar? E como posso viver com a culpa de te querer libertar? Só te encontro no teu olhar, e ele me suplica. Maldita razão, maldita loucura. O que queres de mim?
Ela: Um último ato de amor.
Ele: E sobre a morte, o amor é vencedor?

Os dois se olham pela primeira vez. Correm para os braços um dos outros. Se abraçam longamente.
Ele: …e se algum perdão houver do alto, que recaia sobre os que agem por amor e nada mais. Eu te…
Ela: Te amo porque te amo.

Ela se desequilibra em seus braços e cai.

Você reza?

26 de julho de 2010
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Não, não virei evangélico (com todo o respeito) e não quero te converter. É uma simples pergunta.
Não sei bem se acredito em Deus como um ser onipresente e onisciente que criou o mundo em sete dias… Mas também não podemos deixar de ter fé.
A fé pode ser muita coisa nessa nossa passagem pela terra/universo/dimensão. A fé não move montanhas, mas pode nos dar forças para fazê-lo. Acredite que você pode ser um engenheiro, estude, trabalhe e mova uma montanha!
O que eu quero dizer é que na maioria das vezes, buscamos algo fora de nós mesmos quando precisamos de alguma coisa, seja dinheiro, amor, amigos, aceitação. A verdadeira força vem de dentro, de nós mesmo. Portanto, rezar pode ser um maneira de conectar-se com seu “Deus interior”.
Acredito também na força das palavras. Reze um “Pai nosso”, mas preste atenção no que está falando. Tenho essa teoria de que se uma reza é verbalizada não-sei-quantas-vezes-mas-pense-grande, suas palavras ganham força. Daí, mesmo sem ser católico, imagene o poder dessa oração, a responsa que essas falas têm? A voz é energia, vibração, ondas. Pense nisso.

Semana da Farofa

13 de julho de 2010
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Essa é a semana da farofa com direito a concurso de receitas no blog da Dirlene D’Addio (@ddaddio).
Como esse blog aqui já esta uma farofa que só, e como a Didi perguntou se eu queria mandar uma receita, vamos ver se me animo e me esforço para postar mais e incentivar a Nega também.
Aí vai minha receita:


Ingredientes:

– 1 e 1/2 xícaras de farinha de mandioca (aproximadamente)
– 2 ovos
– folhas de 5 galhos médios de alecrim
– 1 pimentão vermelho
– 2 colheres de sopa de manteiga
– 1 cebola pequena
– 3 dentes de alho bem
– salsinha a gosto
– sal a gosto
– azeite a gosto

Modo de preparo:

Refogar o alho, a cebola, o pimentão e o alecrim bem picadinhos na manteiga com um fio de azeite. Abaixar o fogo, quebrar os dois ovos na panela e misturar tudo. Temperar com sal a gosto e acrescentar, aos poucos, a farinha para que ela se misture ao ovo que está meio cru, meio cozido. Não coloque muita farinha para que a farofa fique “molhadinha”, apenas o suficiente. Aumente o fogo para dourar um pouco a farofa. Verifique o sal e finalize com a salsinha picada depois de desligar o fogo.

Apesar de ir manteiga, essa farofa pode ser considerada mais leve pelo fato de não incluir nem bacon nem linguiça. Além disso, seu sabor é suave e não se sobrepõe. Ideal para um peixe com alcaparras ou um camarão…

Um blog às moscas

11 de junho de 2010


Um pouco de cultura wikipédiana para um blog às moscas:

1 > Mosca-varejeira

possuem uma coloração verde azulado metálico – Psicodélico

A larva é parasita obrigatório – Ditatorial

Algumas espécies (Dermatobia hominis) depositam por lesão uma única larva esbranquiçada conhecida por berne, produzindo uma miíasenodular cutânea; outras espécies (Cochliomyia hominivorax) depositam vários ovos, ocasionando inúmeras larvas na lesão denominada bicheira. – #nojo

Também são conhecidas como biru, mosca-da-carne, mosca-de-bicheira, mosca-vareja, beronha, varejeira, moscas-do-berne ou moscas-berneiras (Dermatobia hominis). – Personalidades múltiplas

2 > A mosca-doméstica

A sua larva é muito útil na medicina legal e na pesca. O estado de desenvolvimento da larva pode ajudar na determinação do tempo decorrido desde a morte de uma pessoa. – Fringe + CSI

Uma vez que a larva só se alimenta de carne morta, surgiram experiências, em ambiente controlado, para introduzir a larva em feridas, eliminando a carne putrefacta, evitando a gangrena. – #again, #nojo

O ciclo de vida de uma mosca varia de 25 a 30 dias. – …

3 > Mosquito e pernilongo

subordem Nematocera – …

Nos chamados mosquitos a probóscide (tromba) está adaptada para a sucção de líquidos como néctar, seiva ou sangue. – #CrepúsculoFeelings

em quase todas as espécies elas alimentam-se de sangue de vertebrados (incluindo o homem) para maturar seus ovários antes de pôr os ovos. – #NationalGeograficsFeeling

A Dengue é uma virose, ou seja, uma doença causada por vírus. O vírus é transmitido para uma pessoa através da picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes Aegypti. #fato